Após a derrota sofrida em Samora Correia, Mário Nélson, treinador do Atl. Ouriense, prestou declarações ao “Samora em Movimento” onde foi convidado a falar sobre a suspensão de um ano a que o técnico está sujeito.

“Estou castigado um ano sem saber o porque, recorri, mas nunca fui ouvido. Nunca ninguém me perguntou o que se passou ou não passou, não houve nenhum inquérito. É uma exposição do clube, são ouvidas quatro testemunhas, as quatro testemunhas do Mação uns estão na bancada, afinal já estavam no balneário. O meu advogado desloca-se à Associação para ir buscar o processo na segunda-feira, porém apesar de já saber que estava castigado o processo não estava concluído. Mas eu também já não tenho forças, não tenho motivação, alegria, para discutir esse tipo de situações. É bom ser punido por aquilo que fazemos, mas ser punido por aquilo que não fazemos não é fácil. Eu continuo a ter as minhas ambições como treinador e têm-mas cortado neste distrito e muito sinceramente como disse envergonha-me imenso este distrito de Santarém. Ano para ano as coisas têm vindo a piorar e esta época está pior, mas como disse que já nem tenho vontade de as comentar. Mas é como lhe digo não tenho motivação, não se passou nada, as pessoas deviam de estar envergonhadas pelo que se passa. Por exemplo, no jogo da Moçarria dois jogadores levaram amarelo, alertamos o árbitro e este ainda nos ofendeu. Chegamos ao balneário e o árbitro ainda nos diz que ia colocar que tinha sido outro número, nós não deixamos, rasurou a folha, esta deve estar na Associação rasurada e ninguém pergunta porquê. Há jogadores que nos clubes não fazem exames médicos, denunciámos isto, mas ninguém se mexeu… e muitas outras coisas. Todavia acabam por apontar as balas sempre ao mesmo se calhar pela competência, porque digo as verdades, porque sou frontal. Ainda na semana passada houve violência na bancada (16.ª jornada), mas disto nunca se fala, esconde-se tudo. Agora se o Mário Nélson apanhar um castigo sem saber o que é que fez, nunca foi ouvido saiu em todos os sites, jornais, a nível nacional… Por isso, o que tenho a dizer sobre esse castigo é que estou à espera daquilo que fiz quando recorri para pelo menos saber o que se passava, mas conto-lhe um episódio: o meu advogado foi à associação na segunda disseram-lhe que o processo ainda não estava pronto, mas que se comprometiam a deixá-lo na terça, foi entregue na quinta para recorrer até sexta”, concluiu.

Fonte: Samora em Movimento – Facebook