Dado que já assegurou a conquista do campeonato da 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Santarém, o Grupo Desportivo Coruchense, fundado em 1 de janeiro de 1948, terá possibilidade de alcançar a ” dobradinha” se conquistar a Taça do Ribatejo nesta segunda-feira, em jogo onde defrontará a Associação Desportiva de Mação.

A Rede Regional (RR) falou com André Luís (AL), de 34 anos, treinador da equipa do rio Sorraia desde o início da época, depois de duas temporadas a treinar os juniores do SL Cartaxo, e três na formação principal da equipa cartaxeira.

RR – Depois da vitória no campeonato, o Coruchense vai disputar a final da Taça do Ribatejo, com possibilidade de alcançar a “dobradinha”. Como antevê o jogo com o Mação?

AL – Vai ser um jogo bastante difícil, contra uma equipa bastante experiente que está dotada de bons jogadores, experientes e que jogam há muito tempo juntos. Uma das duas equipas que nos derrotou esta época para o campeonato. E sendo uma final, mais forte se irá apresentar, logo temos que estar ao nosso melhor nível se quisermos levar de vencido este Mação e oferecer esta taça ao clube e aos nossos adeptos.

RR – O título distrital foi o primeiro que conquistou?

AL – Não. Já tinha sido campeão distrital de juniores no Sport Lisboa e Cartaxo que assim, 21 anos depois, voltou a ser campeão desse escalão.

RR – Poderemos dizer que passeou no campeonato? em 26 jogos disputados, 20 vitórias, 3 empates e só perdeu por 3 vezes, tendo sido o 2º melhor ataque (47 golos) e  melhor defesa (15 golo sofridos )?

AL – Obviamente que não poderemos dizer isso. Foi um campeonato bastante difícil e que nos deu muito trabalho a conquistar. Defrontámos adversários de muito valor, e isso só nos dá ainda mais mérito. Fomos a equipa mais regular ao longo das 26 jornadas e essa foi a nossa grande arma.

RR – As condições de trabalho no Coruchense, como são?

AL – São do melhor que este distrito pode ter. As instalações são de qualidade e relativamente recentes, o plantel sénior tem total prioridade no uso do campo o que a este nível é importante, sabendo que não é assim na maioria dos outros clubes deste patamar. Depois, a nível de organização e parte administrativa, passa tudo à margem de jogadores e equipa técnica, cada um desempenha um papel e no final está bem visível a todos que compensa a organização, a partilha de tarefas, a responsabilização, no fundo o trabalho de equipa de todos, desde do mais simples simpatizante ao presidente.

RR – Como define o seu grupo de trabalho?

AL – Foi um grupo que foi pensado e escolhido com tempo e minuciosamente, onde sabíamos o que queríamos para a nossa ideia de jogo e que fosse forte o suficiente para nos poder colocar na luta por títulos. Dotado de juventude e jogadores experientes mas todos com uma sede enorme de vencer.

RR – Já começou a preparar a nova época? Continua no Coruchense?

AL – Eu começo a pensar nas épocas seguintes a meio da época em curso mas apenas numa visão futura que me permite melhorar o clube onde estou mesmo que acabe por não ficar. Nesse sentido, a próxima época está idealizada na minha cabeça, mas como vai haver eleições no clube no final do mês de maio, é prematuro falar sobre o que será e como será a próxima época.

RR – Qual o seu nível de treinador e até onde pretende chegar?

AL – Tenho o nível I e no final da presente época ficarei com o Nível II. Tenho o objetivo de todos anos ir evoluído, de melhorar as minhas capacidades e ir subindo degrau a degrau até se surgir a oportunidade chegar a patamares profissionais.

Texto: Grácio dos Santos – Rede Regional