Riachense e Fazendense defrontam-se no domingo, 1 de maio, na final da edição 2015/2016 da Taça do Ribatejo, cuja partida está marcada para o Campo do Bonito, no Entroncamento. A Rede Regional foi falar com os dois treinadores e ficou a saber as expetativas de ambos para este encontro. Esta é a entrevista com Mário Nelson, treinador do Riachense.

Rede Regional- Como analisa a prestação da sua equipa no “distrital ” de Santarém, onde se classificou em 5.º lugar?
Mário Nelson – O nosso campeonato pode ser analisado desta forma. Fora de casa fizemos uma boa prova sendo a terceira melhor equipa do campeonato, e isso só por si é positivo… Em casa, terá sido onde me parece que não tivemos a competência que este clube exige perdendo 18 pontos, 12 dos quais com adversários completamente ao nosso alcance e com os quais não deveria ter acontecido com todo o respeito por todos… Acho que fomos das equipas que melhor futebol praticou… Infelizmente nalguns jogos a qualidade do nosso jogo e da nossa organização não se traduziu em pontos…

RR – Domingo próximo terá lugar a final da taça do Ribatejo. Como antevê este jogo?
MN – Bem, será um jogo muito difícil garantidamente, contra uma equipa de muita qualidade, que convém não esquecer 95% dos seus jogadores na época passada ganharam tudo neste distrito, mas sendo um jogo de final acho que também temos as nossas legítimas hipóteses de poder vencer… Não vai ser nada fácil mas vamos trabalhar para podermos aspirar a ganhar a taça. O nosso grupo de trabalho merece…

RR – Na próxima época irá mudar de ares? Fala-se no Fazendense como sendo a sua futura equipa. O que há de concreto?
MN – Não será a altura certa para abordar este tema. O Fazendense como toda gente sabe faz parte da minha história como treinador, um clube que significa bastante para mim, respeito muito o seu presidente e também a sua direção e massa associativa… Sei que também me respeitam e admiram o nosso trabalho em Fazendas de Almeirim, mas um possível regresso estaria dependente de muita coisa, embora seja um clube que nunca fecharia a porta… Existe uma coisa que quero deixar bem claro: neste momento, e tendo em conta as abordagens que já tive, porque não foi só do Fazendense, é um prazer, orgulho, admiração, satisfação e respeito que tenho por ser treinador do Clube Atlético Riachense.
Será sempre uma prioridade para mim continuar aqui, porque temos todas as condições, porque na minha opinião treinamos um dos melhores clubes do distrito, e para sair só se financeiramente e desportivamente nos apresentarem algo muito superior, ou aparecer algo concreto e não superficial de uma divisão superior.
A este nível não se pode pedir mais, temos tudo neste clube e somos a equipa técnica de um dos grandes clubes deste distrito, senão o maior. Para a mesma divisão não será fácil sair do Riachense porque sou uma pessoa que não me esqueço de quem se lembra de nós em momentos difíceis e de alguém que deu a cara por nós e sabemos que respeita e valoriza o nosso trabalho como esta direção na pessoa do presidente Sr Pedro Ferreira.
Não posso, nem vou esquecer a força que fez, a coragem que teve, para nos trazer como equipa técnica para o Riachense sendo para esta direção uma prioridade contar connosco e porque se hoje existe mais gente do nosso lado, é fruto do trabalho deste senhor, porque no início não foi fácil, não gerámos consenso como treinadores para este clube.
Por tudo isto, e salvo uma proposta irrecusável, ou de uma divisão superior ou se por acaso a direção decidir que o nosso tempo no clube acabou, vamos continuar no Riachense e com muita ambição e alegria, aproveitando desde já para agradecer todo o apoio, condições e dedicação a toda a direção e a todos os Riachenses , são enormes.

Texto: Grácio dos Santos – Rede Regional