Esperava-se muito deste jogo que opunha duas equipas que queriam agarrar o terceiro lugar e distanciar-se dos demais adversários. A equipa tomarense vinha de uma boa vitória perante o Torres Novas que lhe permitiu, assim, o apuramento para a próxima fase, enquanto  que os visitantes vinham de uma derrota perante uma excelente equipa do SL Cartaxo e que resultou na eliminação da Taça do Ribatejo.

Curiosamente, e querendo mostrar que o terceiro lugar não era um acaso, o primeiro lance surgiu para a equipa da capital de distrito num livre lateral, porém inconsequente para a baliza da formação da casa.

O União de Tomar procurou a a sua forma de jogo com um futebol de posse, já os visitantes apostaram em fechar-se da melhor maneira para evitarem que a turma de casa chegasse à área com perigo.

Com a partida muito disputada a meio campo e, sem grande oportunidades de golo, eis que perto da meia hora de jogo,  Valter Chaparro tirou da ‘cartola’ um excelente lance individual e, na finalização, rematou forte para o fundo da baliza.

A reação da turma nabantina só apareceu perto do intervalo, quando Bruno Araújo numa iniciativa pela esquerda tentou servir Pelé que tentou o golo dando de calcanhar, mas o remate saiu ao lado.

Ao intervalo Lino Freitas viu-se obrigado a socorrer de Fábio Vieira para a frente de ataque, em virtude da indisponibilidade de jogadores (suspensões, lesões…). A partir daqui assistiu-se a um baixar de linhas pela equipa visitante, enquanto os tomarenses procuravam chegar rapidamente ao empate.

Até que, a meia hora do fim, na sequência de um livre, a bola, no meio da confusão, sobrou para Pelé que, com espaço, rematou e igualou o marcador.

Este golo viria a galvanizar os jogadores unionistas que ao minuto 68 conseguiram a reviravolta no marcador, depois de Pedro Figueiredo vir desde trás com a bola controlada e, já perto da área, assistiu Araújo que, com um remate colocado, fez o 2-1.

Aproveitando o ímpeto, o União de Tomar fez o terceiro num belo gesto técnico de Tiago Vieira. A turma nabantina não tirou o pé do acelerador e, num golo de grande efeito, digno do “melhor da jornada”, Pelé a recebeu a bola no peito, virou imediatamente de flanco onde apareceu o estreante Douglas que fez um remate potente, deixando Barata sem qualquer tipo de hipóteses.

Já perto do final, o árbitro assinalou grande penalidade a favor da turma orientada por Jorge Peralta e, Miguel Calisto, que foi chamado a bater o castigo máximo, não vacilou e reduziu a desvantagem.

Quanto à arbitragem, o conhecido árbitro Adelino Crespo e os seus assistentes fizeram uma arbitragem, de modo geral, positiva, restando apenas algumas dúvidas na marcação da grande penalidade.

U.Tomar      4
Fábio Silva, David Vieira, Pedro Figueiredo, Filipe Cotovio, Douglas Pissona, Joca Pinto ( Rafael Faustino, 80´), Luis Alves (Fábio Vieira, 45´), Tiago Vieira, Bruno Araújo, Tiago Sestari (Telmo Ferreira, 75´), Pelé (c).
Não utilizados: João Brito, Hugo Marques, Pedro Santos e André Silva.
Treinador: Lino Freitas.

Empregados do Comércio 2
Barata, Dani, Rodrigo, Zé Santos, Beni, Ricardo Alves (Pató, 63´), Zé Miguel ©, Miguel Calisto, Bernardo, Valter Chaparro (Diogo, 63´) e Costinha (Vasco, 79´).
Não utilizados: André, João, Godinho e Madeira.
Treinador: Jorge Peralta.

Estádio Municipal de Tomar
Árbitro: Adelino Crespo.  Auxiliares: Carlos Maia e Daniel Godinho.
Espectadores:
200.
Ao intervalo: 0-1.
Golos: 0-1 Valter Chaparro (25′), 1-1 Péle (60′), 2-1 Araújo (68′), 3-1 Tiago Vieira (75′), 4-1 Douglas (80′), 4-2 Miguel Calisto (90′).
Disciplina: Amarelo para Joca, Ricardo Alves, Rodrigo, Zé Miguel e Dani.

Texto: Rúben Saraiva
Foto: José Pereira Fidalgo