O plantel sénior do Atlético Clube Alcanenense vai ser obrigado a ter pelo menos metade dos jogadores de Alcanena ou dos concelhos vizinhos se quiser utilizar o Estádio Municipal Joaquim Maria Baptista.

Essa condição está plasmada no protocolo que o clube vai assinar com a autarquia a propósito da utilização do recinto desportivo. No entanto, essa cláusula pode ser ignorada caso não haja jogadores de Alcanena ou dos concelhos vizinhos que reúnam as condições necessárias para integrar a equipa principal do Atlético.

O teor do protocolo foi aprovado na última reunião de câmara. A presidente do município, Fernanda Asseiceira (PS), defende que “o estádio é equipamento municipal e como tal deve ser usado maioritariamente por jovens do concelho”.

José Torcato, presidente do Clube Alcananense, não se mostra preocupado já que “o Atlético tem mais de 50 por cento de jogadores do concelho e arredores”. Mas deixa críticas à autarquia: “Achamos que a câmara não se devia meter na gestão do clube, até porque nós também não dizemos à câmara que tem de contratar técnicos de Alcanena”. Lamenta também que não haja um funcionário no estádio: “É o único estádio municipal do país que não tem uma pessoa a tempo inteiro”.

A enfrentar três derrotas consecutivas no Campeonato Nacional de Seniores, o presidente e também treinador do Atlético Alcanenense, não quer perder mais tempo: “Não concordamos com algumas coisas mas aceitamos. Estamos numa de paz”.

O Atlético vai ser responsável pela limpeza e conservação de algumas áreas do Estádio Joaquim Maria Batista, que vai continuar à disposição das outras colectividades do concelho, desde que não haja interferência com o normal funcionamento do Alcanenense.

Fonte: O Mirante