Rafael Lopes nasceu há 19 anos em Santarém. É guarda-redes de futebol, tendo começado a carreira nas escolas da União Desportiva de Santarém, onde esteve dois anos a treinar e apenas meia época em competição. Foi o suficiente para um olheiro do Benfica o descobrir num jogo frente ao Amiense e para, com apenas 8 anos, rumar ao estádio da Luz. Fez testes, gostaram dele e acabou por ficar 10 anos.

“Fiz desde escolas até juniores. Na época passada ia treinar com regularidade à equipa B e cheguei também a ir treinar à equipa A. Treinava com o Júlio César e com o Artur, que me estavam sempre a ajudar e me davam um feedback positivo. Quanto ao Jorge Jesus, cumprimentou-me, perguntou-me de onde eu era e riu-se quando eu disse que era ribatejano”, recorda, assumindo prontamente ser especial jogar no Benfica: “Sente-se logo uma diferença enorme ao vestir aquela camisola. Não é um clube qualquer, é dos maiores de Portugal e da Europa e é uma responsabilidade enorme jogar pelo Benfica”.

Apesar desses momentos inesquecíveis no clube da Luz, Rafael não esquece a União de Santarém, de onde guarda boas memórias. “Lembro-me dos treinos, de irmos correr à volta da praça de toiros, do treinador, do pessoal do clube, do ambiente do balneário. Era bom jogar lá”. Já do Benfica, clube com o qual já não tem ligação depois de ter terminado contrato, diz guardar uma certa mágoa. “Dediquei um bom tempo da minha infância e juventude em prol do Benfica mas senti que não joguei tempo suficiente. Não guardo rancor mas sim um bocadinho de mágoa. Tenho noção que dei o máximo, fiz tudo o que pude e agora é seguir em frente”, afirma.

Na próxima época irá representar o Operário Lagoa que este ano ficou na Série E do Campeonato Nacional de Seniores.

Fonte: O Mirante