Na passada quarta-feira, o CD Fátima conheceu o seu adversário para disputar o play-off de manutenção no CNS e saiu-lhe na ‘rifa’, o histórico Naval 1.º Maio.

Como é bem conhecido, a equipa da AF Coimbra, em tempos, chegou a disputar a 1.ª Liga, mas desde 2010/2011 (altura da sua despromoção) que tem vindo a atravessar um período negativo. A formação orientada por Pedro Ilharco, tem tido grandes dificuldades em voltar aos grandes palcos e evidenciou isso mesmo esta época. Na 1.ª fase, não foi para além de 23 pontos, nos 18 jogos disputados (sete vitórias, dois empates e nove derrotas) e agora na fase de manutenção , somou 16 pontos, nas 14 partidas disputadas (cinco vitórias, um empate e oito derrotadas).

Por outro lado, temos a formação fatimense, que apesar de nunca ter alcançado a 1.ª Liga, chegou à 2.ª Liga, onde se aguentou durante um bom tempo, porém na época 2012/2013 acabou por ser recambiado para o CNS e lá se tem mantido desde então. Todavia, esta temporada não correu tão bem como se esperava e na 1.ª fase apenas conseguiu conquistar 17 pontos, nos 18 jogos disputados (três vitórias, oito empates e sete derrotas), sendo ‘obrigado’ a ir disputar a fase de manutenção, onde somou os mesmos pontos que o seu adversário (16), no entanto, disputou duas partidas a menos (12 – quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas), devido à desistência do Atl. Riachense.

Em conversa com Ricardo Monsanto, o técnico mostrou-se muito confiante para esta nova fase. ” Vai ser uma eliminatória entre dois gigantes desta divisão que acredito que o Fátima vai vencer”, afirmou.

O treinador fatimense não acha relevante o facto de jogar fora ou em casa a primeira-mão desta fase. “É um jogo de 180 minutos onde tem que ser jogado 90 em cada lado, não havendo a regra do golo fora, acabo por não ver nisso uma vantagem ou desvantagem”, frisou o técnico.

Após alguns anos sem saber o ‘medo’ de descer divisão, este ano, o CD Fátima foi recambiado para o play-off e, apesar de ser uma fase marcada por grande nervosismo, o técnico garante que isso não irá influenciar os seus jogadores. “Encontra-mo-nos nesta posição porque foram cometidos erros terríveis de decisão no inicio do campeonato. Se valesse só a 2.ª fase teríamos terminado à frente de Torreense e Eléctrico, pois fizémos mais pontos do que eles. Agora o que passou faz parte do passado e temos que sentir que estamos com condições de assegurar a manutenção e mais nada nos deve influenciar. Lutar para não descer é igual na 1.ª, 2.ª Liga, CNS ou distrital, ninguém quer passar por isso”, concluiu.

 

Texto: Catarina Faria