O presidente da direcção do Assentis e outros elementos da direcção estão com vontade de manter o clube a competir na próxima temporada, com uma equipa sénior, mas a decisão final está dependente de um factor que, financeiramente, tem um peso significativo no orçament o abastecimento de água para a rega do relvado.

De acordo com José António Costa, dirigente, nos próximos dias vão ser feitos testes aos furos existentes junto ao Campo da Pinheira e, no caso de se verificar que não têm água suficiente para a rega do terreno de jogo, dificilmente haverá condições para entrar com uma equipa no campeonato distrital. Nesse cenário, o relvado terá de ser regado com água da rede pública e o clube fica com um encargo que ronda os 5 mil euros anuais, valor que o presidente diz comprometer todo o orçamento.

Até aqui, recorde-se, tem sido a câmara municipal a assumir despesa da água mas, entretanto, a autarquia mandou já fechar o contador que estava em nome do município torrejano. Por outro lado, está em vias de ser assinado um protocolo entre o Assentis e a câmara municipal, que estabelece a transferência de uma verba mensal de 500 euros para os clubes que tenham campos relvados – só o Assentis e o Riachense se podem candidatar a este subsídio -, destinado à manutenção dos campos. No caso do Assentis o protocolo ainda não está selado, pois o Assentis tem ainda de reunir alguns documentos, mas José Costa não esconde algum receio. “E se, por algum motivo, as transferências falham?”, questiona.

O dirigente assegura que a grande receita do clube provém das festas de Verão e é essa a almofada que permite os seus dirigentes arrancarem com a temporada de forma tranquila, pois têm garantida verba para a inscrição da equipa e para mais algumas despesas para os meses iniciais das temporadas desportivas. O resto da época faz-se sempre com os trocos contados.

Fonte: Jornal Torrejano